Cupim de Solo – Coptotermes gestroi

Cupim de Solo – Coptotermes gestroi
Dedetização

O cupim é um inseto predador que se alimenta basicamente de estruturas ricas em celulose, encontrada em madeira, papel, telas, tecidos, gesso e alvenaria. Esses insetos vivem em colônias (cupinzeiros) e, a exemplo das abelhas e das formigas, são socialmente organizados: reis, rainhas, soldados e operários.

Na primavera e no outono ocorrem as revoadas que dão lugar a novos cupinzeiros. Após voarem os siriris ou aleluias, saem em revoadas, para acasalar, caem ao solo, se livram das asas, e aos pares, procuram locais apropriados para o acasalamento e a implantação de novos cupinzeiros.

Toda madeira está sujeita ao ataque de insetos xilófagos (insetos deterioradores de madeira) desde o corte da árvore até o seu uso final como móveis, batentes, portas, telhados, etc. Devido ao aumento das áreas urbanas, e a adaptação de algumas espécies de cupim de solo a esses locais, está ocorrendo um aumento significativo dos estragos e prejuízos que esses insetos vem causando à população. Uma colônia de cupim de solo é uma sociedade bem organizada em castas de indivíduos: Rei, Rainha, Operários, Soldados, ninfas e reprodutores.

Cupim de Solo (Coptotermes gestroi) – Ciclo

Rainha – É a principal reprodutora da colônia chegando a medir 4 centímetro, oito vezes mais que um cupim operário e de seu volumoso abdômen, saem diariamente até 80 mil ovos.

Ninfa – Uma parte das larvas se transforma em ninfas. Nesse estágio, são indivíduos brancos e moles. As ninfas podem virar um rei e uma rainha ou reprodutores secundários, que substituem o casal real quando este morre.Coptotermes gestroi Operário – É a casta mais populosa do ninho, seu tamanho é em torno de 5 mm. Cego e estéril, o operário procura comida, constrói túneis, cuida da limpeza e etc.

Soldado – Com um porte maior que o operário, cerca de 6 mm, protege o ninho contra invasores. Alguns têm poderosas mandíbulas para esmagar e cortar os adversários. A cabeça dura e volumosa pode obstruir os túneis da colônia impedindo a invasão de inimigos.

Alado – Estágio em que as ninfas ganham asas. São os siriris ou aleluias, em certas épocas do ano, saem em revoadas de até 300 metros na busca de um parceiro para acasalar. Daí criam um novo cupinzeiro e recomeçar a infestação.

Os maiores prejuízos em nas residências são causados pelos cupins de solo, que podem instalar seus ninhos em qualquer ponto da estrutura do imóvel. Com grande capacidade de deslocamento, os cupins de solo são também os de controle mais difícil.

Os componentes mais atacados por cupins de solo são os portais, rodapés, forros, armários embutidos, telhado ou qualquer madeira que mantenha contato com a alvenaria. Atacam também, outros materiais celulósicos, como papel, papelão, livros e alguns tipos de tecidos..

Descupinização

• Os técnicos farão uma inspeção bastante detalhada identificando as áreas e as espécies infestantes.
• Depois de feita a inspeção, o tratamento começará pelas áreas com problemas.
• A aplicação com produto liquido pode ser feita de 5 formas diferentes, dependendo do tipo de infestação.

Polvilhamento – É feita através da insuflação de inseticida no formato pó químico com uma polvilhadeira manual em todos os conduítes, caixas de forças tomadas pertencentes à edificação.

Injeção – Injeção da calda cupinicida com bomba apropriada e bicos especiais para cada tipo de peça a ser tratada. A calda cupinicida é injetada através de pequenos orifícios feitos no momento da aplicação e nos já existentes devido a ação da praga. Esta aplicação geralmente é feita em madeiramento de móveis em geral, batentes e portas.

Pulverização – Aplicação da calda cupinicida em quantidade suficiente para encharcar a peça a ser tratada por meio de pulverizador elétrico ou manual, esta aplicação geralmente é feita no madeiramento de telhados e forros.

Imersão – Este procedimento tem sua maior eficiência no tratamento preventivo em peças avulsas sem acabamento. Consiste na limpeza e imersão da peça em um tanque de tratamento, permanecendo submersa na solução preventiva.

Barreira química

Pré-cosntrução – Este tratamento consiste na abertura de valeta com 10 à 15cm de largura e 30 à 50cm de profundidade ao redor da edificação a ser tratada com aplicação de agente cupinicida de efeito residual prolongado em toda sua extensão, formando assim, uma barreira protetora horizontal impedindo o trânsito dos operários em busca de suas fontes de alimentação.

Pós-construção – Este tratamento consiste na perfuração do solo ao redor da edificação, com brocas especiais de 13mm de diâmetro e profundidade de 30cm e com espaçamento entre um furo e outro de 30cm, injetando nos furos agente cupinicida de efeito residual prolongado em toda sua extensão.

Alvenaria – Em paredes de blocos ou tijolos ocados, devem ser feitas perfurações com brocas especiais à cada 15cm, à uma altura de 10 à 20cm do piso ou do solo com aplicação de agente cupinicida de efeito residual prolongado no inferior de cada furo.

Para realização da barreira química é preciso que o proprietário indique as tubulações de água, gás, eletricidade e esgoto. Caso contrário a empresa não se responsabiliza por danos. O produto cupinicida será diluído em querosene desodorizado para maior absorção da madeira, ou da área tratada.

Cuidados

Para que a presença da empresa no imóvel seja a mais breve possível e sem causar grandes transtornos às rotinas de seu dia a dia, recomenda-se:

• Deixar os armários completamente livres, colocando os objetos, de preferência, em locais que não dificultem o acesso aos locais a serem tratados.

• Não permitir a presença de pessoas ou animais domésticos ao imóvel, durante a execução dos tratamentos, para evitar qualquer tipo de contaminação. Estes poderão retornar ao imóvel após o período determinado pelo departamento técnico.

• Não dormir no imóvel no mesmo dia em que o tratamento for executado. Para pessoas com hiper sensibilidade a produtos químicos esse período deve ser maior e, de acordo com orientação médica.

• Usar os armários após 24 horas, se o local estiver seco. Caso contrário passar um pano seco que absorva o produto, deixar o local bastante ventilado.

Prevenção

• Utilizar madeiras mais resistentes ao cupim como : peroba do campo, peroba rosa, jacarandá, pau ferro, braúna, gonçalo alves, sucupira, copaiba, orelha de moça, roxinho e maçaranduba.

• Colocar telas com malha de 1,6 mm em portas, janelas, basculantes e outras aberturas para evitar a entrada de cupins, durante as revoadas nupciais.

• Evitar estocagem inadequada de madeiras e seus derivados, principalmente em locais úmidos. • Vistoriar periodicamente, rodapés, forros, armários, estantes, esquadrias e outras estruturas de madeira, a fim de detectar qualquer início de infestação, facilitando o controle.

• Retirar o madeiramento usado durante as obras imediatamente após o término das mesmas, a fim de evitar possíveis infestações no imóvel.

• Retirar e destruir madeiras infestadas, preferencialmente, queimando-as em lugares adequados.

• Em bibliotecas e arquivos, usar, sempre que possível, estantes metálicas.