Dedetização Carunchos

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Introdução a Biologia dos Carunchos

Também denominados de gorgulhos, os carunchos são pequenos besouros pertencentes à ordem Coleóptera. Como todo inseto, seu esqueleto é externo e revestido por uma camada de quitina, que é lisa, brilhante e rígida. E como todo besouro, possuem dois pares de asas, sendo que o primeiro par, chamado élitro, é rígido e confere proteção ao outro par de asas e ao abdômen do inseto.

Os carunchos são considerados pragas agrícolas principalmente de grãos armazenados, embora possam também infestar os grãos ainda no campo, durante o desenvolvimento e maturação destes. Embora a infestação de grãos no campo não comprometa muito a produtividade da safra, se tona prejudicial na medida em que, quando colhida, pode infestar os depósitos, comprometendo grande parte do estoque armazenado, caracterizando a chamada “infestação cruzada”.

As infestações são prejudiciais aos grãos e à agricultura, pois afetam o valor nutricional do grão e diminuem seu poder germinativo, levando à desvalorização do produto. Além disso, podem provocar aumento da umidade dos grãos, propiciando condições para o desenvolvimento de patógenos, como fungos.

Os adultos de carunchos medem em torno de 6 milímetros de comprimento. Seu tamanho diminuto e a resistência promovida pelos élitros conferem grande capacidade de locomoção nos pequenos espaços entre os grãos na armazenagem, suportando, inclusive, grandes compressões ao alcançarem os espaços mais profundos do armazenamento.

Os carunchos apresentam polifagia, ou seja, podem se alimentar de diversos grãos armazenados, o que contribui para a sua abundância. Fatores como temperatura, luminosidade, grau de impurezas e umidade dos grãos interferem nas suas infestações.

Usualmente chamam-se de carunchos os besouros da família Curculionidae, a família mais diversa entre os seres vivos, apresentando cerca de 60.000 espécies descritas, sendo que destas em torno de 5.000 ocorrem no Brasil. Também conhecidos como bicudos, os besouros da família Curculionidae apresentam espécies que se associam a plantas específicas e atacam principalmente cereais.

Até 1959 acreditava-se que a principal espécie de caruncho que atacava cereais era Sitophilus oryzae. Entretanto, naquele ano foi demonstrado que na verdade tratavam-se duas espécies distintas, recebendo os nomes de S. zeamais e S. oryzae. Essas duas espécies são muito parecidas morfologicamente, e a distinção só é possível através da observação detalhada da genitália.

No estado de São Paulo S. zeamais é a espécie de caruncho que mais ataca e causa danos aos grãos de milho. Já S. oryzae ataca principalmente trigo, seguido de arroz, sorgo e, por último, milho. Além de S. zeamais e S. oryzae outras espécies também são denominadas de caruncho. Araecerus fasciculatus é um besourinho da Família Anthribidae, sendo um importante caruncho de café.


Habitat dos Carunchos

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Os carunchos são insetos que habitam regiões de climas quentes, sendo encontrados em todas as regiões tropicais do globo. S. oryzae é um inseto cosmopolita, possivelmente trazido da Índia e disseminado pelo mundo através de grãos contaminados transportados por navios.

Araecerus fasciculatus, que ataca as sementes do café, é uma espécie cosmopolita típica de regiões tropicais e subtropicais, embora tenha sido encontrada também em regiões temperadas. O caruncho da espécie Zabrotes subfasciatus, uma das principais pragas que ataca o feijão armazenado, pode ser encontrado nas Américas Central e do Sul, na África, na região Mediterrânea e também na Índia.

A espécie Acanthoscelides obtectus, que ataca o feijão, provavelmente se originou na América Latina, alcançando todo o continente americano, a África e Europa. A espécie é Callosobruchus maculatus, caruncho do feijão-caupi, provavelmente é original da África. Está presente em regiões tropicais e subtropicais. No Nordeste do Brasil, é uma importante praga devido ao cultivo do feijão-caupi na região.


Carunchos dos Grãos

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Sitophilus zeamais

Biologia

Além dos grãos de milho, essa espécie pode infestar também grãos de trigo, arroz e sorgo e até mesmo mandioca desidratada e produtos derivados de cereais processados, como macarrão.

Os indivíduos adultos do caruncho S. zeamais são de cor castanho escura, apresentam um comprimento de 3 milímetros, e apresentam quatro manchas avermelhadas nos élitros, visíveis logo que os insetos saem da pupa. O animal apresenta a cabeça projetada para a frente, com a presença de uma estrutura semelhante a uma pequena tromba, chamada de rostro, que se apresenta curvado nesses indivíduos.

É nessa pequena tromba onde se localiza a boca do animal. O tamanho do rostro permite distinção entre machos e fêmeas, pois se apresenta mais curto e mais grosso nos machos em relação às fêmeas. As larvas desses insetos são de cor amarelo clara, sendo a cabeça mais escura, e as pupas são brancas e brilhantes.

Ciclo de Vida e Reprodução

Estes carunchos possuem metamorfose completa (ovo, larva, pupa e adulto) e costumam demorar em torno de um mês para completar seu ciclo de vida. Tanto as fêmeas quanto os machos vivem em torno de 140 dias. As fêmeas iniciam a postura dos ovos nos grãos de 4 a 12 dias após chegarem à fase adulta, e cada fêmea põe em média cerca de 280 ovos.

Os ovos são colocados em grãos com grande teor de umidade, dentro de orifícios cavado pelas próprias fêmeas, com suas mandíbulas na ponta da tromba. Em seguida as mesmas fecham o orifício com uma secreção gelatinosa, dificultando a detecção visual dos grãos afetados.

Quando mais de um ovo é colocado no mesmo grão, há canibalismo e apenas uma larva sobrevive. Tanto a larva quanto a pupa se desenvolvem no interior do grão, e seu período de incubação leva de 3 a 6 dias. Quando a pupa sai do grão deixa um orifício circular característico.

Araecerus fasciculatus (caruncho das tulhas)

Biologia

Este caruncho, também conhecido como caruncho das tulhas, é a principal praga de grãos de café, embora também infeste cacau, feijão, amendoim, milho e noz moscada. É possível diagnosticar os grãos infectados pela presença de um pequeno orifício, cavado pelo adulto quando este sai do grão.

Os adultos são robustos e ativos. Seu formato é ovalado e seu comprimento varia entre 3 e 5 milímetros e a coloração varia entre cinza escura e marrom. O corpo é recoberto por pelos brilhantes e ocorrem manchas amarelas no dorso do animal.

Os machos podem ser distinguidos por apresentarem a extremidade abdominal arredondada, enquanto que as fêmeas apresentam essa extremidade em forma de escudo. As larvas são curvas, de coloração branco amarelada (com a cabeça marrom clara) e podem atingir até 5 milímetros. As pupas também são branco amareladas e vão escurecendo na medida que se aproximam da fase adulta. Este inseto possui grande preferência por locais úmidos e de temperatura elevada.

Ciclo de Vida e Reprodução

Após a cópula, as fêmeas colocam os ovos (branco amarelados) em orifícios que elas mesmas cavam nos grãos de café. Cada fêmea coloca em média cerca de 130 ovos, dos quais as larvas eclodem dentro de 5 a 8 dias após a oviposição. Durante 10 a 15 dias essas larvas permanecem no fruto, se alimentando da mucilagem deste, e depois penetram na semente, onde ficarão por quase um mês, se alimentando das reservas nutricionais desta, até a saída de um novo adulto. Cada adulto pode viver até 17 semanas, mas em baixa umidade esse valor é drasticamente reduzido.

Zabrotes subfasciatus (caruncho-do-feijoeiro)

Biologia

Este é um caruncho cosmopolita que ataca plantações de feijão dos gêneros Phaseolus e Vigna. Os adultos atingem entre 1,8 e 2,5 milímetros de comprimento, sendo as fêmeas maiores do que os machos, e apresentam coloração castanho escura, com manchas brancas. A pupa possui coloração branco leitosa, podendo medir até 3 milímetros de comprimento e o último segmento da pupa permite a identificação do sexo, pois nas fêmeas ele é retilíneo, e nos machos é arqueado. Os grãos de feijão contaminados são facilmente diagnosticados pela presença dos ovos aderido à superfície.

Ciclo de Vida e Reprodução

As fêmeas realizam a postura dos ovos em meio à secreção de um líquido claro e viscoso de produção própria, de forma que o ovo fica aderido ao grão, permitindo que futuramente a larva o utilize como apoio para penetrar no interior do grão. Antes de se transformar em pupa, a larva abre um orifício na superfície do grão, por onde irá sair o adulto, ao final do desenvolvimento. Em condições ideais de umidade e temperatura, as fêmeas vivem 11 dias, ovipositando cerca de 25 ovos cada uma, e seu ciclo de desenvolvimento leva, em média, cerca de 25 dias.

Acanthoscelides obtectus

Biologia

Assim como Z. subfasciatus, esta espécie de caruncho infesta os gêneros de feijão Phaseolus e Vigna, podendo se dispersar até distâncias em torno de 8km. Os machos podem atingir de 2 a 4 milímetros de comprimento, e possuem forma ovóide e coloração pardo escura, com pernas, antenas e parte do abdômen avermelhados. As fêmeas são maiores do que os machos e colocam ovos translúcidos, que vão se tornando leitosos conforme o desenvolvimento embrionário progride. As larvas possuem coloração branco leitosa, e atingem de 3 a 4 milímetros, e as pupas inicialmente também possuem essa cor, tornando-se marrons a medida que se aproximam da emergência do adulto.

Ciclo de Vida e Reprodução

As fêmeas depositam seus ovos próximos aos grãos armazenados ou nas fendas de vagens maduras ou abrem uma fenda nas folhas da planta, colocando-os isoladamente ou em grupos. Ao eclodirem, as larvas penetram na semente do feijão, desenvolvendo esta fase e a de pupa no interior do grão.

Callosobruchus maculatus

Biologia

Este caruncho pertence à família Bruchidae e infesta feijões maduros em campo e também os grãos armazenados, principalmente dos feijões do gênero Vigna, muito cultivados no Nordeste brasileiro. O inseto adulto atinge cerca de 3 milímetros de comprimento e possui coloração escura.

Suas asas apresentam manchas marrons que, quando em repouso, se assemelham à letra ”X”. Os élitros são estriados. As larvas possuem coloração branca, e as pupas inicialmente são esbranquiçadas, escurecendo à medida que se aproximam da emergência como adulto.

Quando não controlada, a praga pode se alimentar das reservas nutritivas da semente, causando danos. A elevação da temperatura e da umidade das sementes ocasionada pela ação dos carunchos gera condições para que fungos se desenvolvam, afetando a qualidade da semente facilitando a propagação de doenças.

Ciclo de Vida e Reprodução

As fêmeas fixam seus ovos na superfície dos grãos com o auxílio de uma secreção que produzem. Quando a larva eclode, de 3 a 5 dias após a postura do ovo, perfura o grão e se aloja em seu interior, onde irá se desenvolver. A fase de pupa dura, em média, 6 dias e então há transformação e saída do adulto do grão.

Em condições ideais, com elevadas temperaturas e umidade, todo o desenvolvimento leva em torno de 23 dias, podendo aumentar em condições de temperatura e umidade inferiores. Os adultos vivem de 7 a 9 dias (machos) ou 12 dias (fêmeas) e a cada fêmea coloca, em média 90 ovos.

Em algumas espécies de bruquídeos, antes da postura dos ovos, a fêmea examina a superfície do grão com seu órgão ovipositor, aceitando ou não o grão para essa finalidade. Como as larvas desses carunchos se alimentam apenas de sementes, a qualidade destas desempenha um papel importante no desenvolvimento do inseto.


Carunchos da Madeira

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Hylotrupes bajulus (Caruncho grande)

Biologia

É uma espécie de clima temperado europeu, comum em Portugual, tendo sido espalhada pelo mundo em função do comércio, ocorrendo agora também na América do Norte, Austrália, Nova Zelândia, China, África do Sul, Argentina e Uruguai. Esta espécie é uma importante praga em casas com estrutura de madeira, especialmente em telhados. Atacam a madeira geralmente seca, embora, em alguns casos, possam apresentar tolerância a altos valores de umidade.

Os adultos atingem de 8 a 25 milímetros e são pretos ou castanhos, com dois pontos pretos e brilhantes no tórax.

Ciclo de Vida e Reprodução

As fêmeas ovipositam em fendas e rachaduras, preferencialmente em madeiras contendo larvas de sua própria espécie. A larva penetra e se desenvolve em madeira seca, geralmente em coníferas (Pinus, Picea e Abies), podendo ocorrer também em madeiras rígidas.

Ao se alimentarem de componentes da madeira, tais como celulose e lignina, as larvas vão cavando galerias na madeira, comprometendo a sua resistência. O empupamento é realizado pouco abaixo da superfície da madeira. Quando tornam-se adultos, os animais perfuram a madeira para alcançar o exterior, deixando um orifício característico.

Dinoderus minutus (Caruncho-do-bambu)

Biologia

Com distribuição global graças a sua capacidade de atacar materiais em armazenamento, é um coleóptero da família Bostrichidae. Essa espécie é conhecida popularmente como caruncho-do-bambu ou broca-do-bambu. É uma espécie cosmopolita e que desenvolve-se freqüentemente em bambu cortado, representando grande impacto na economia de artesanato, fabricação de móveis e construção com bambu.

Apesar do nome popular, essa espécie ataca e mostra grande proliferação também em lâminas de madeira armazenada, causando prejuízos as indústrias de compensados, laminados e movelaria. Além disso essa espécie já foi encontrada em grãos armazenados.

O adulto é um pequeno besouro de hábito crepuscular, de corpo cilíndrico endurecido que mede cerca de 3mm e possui coloração marrom escura. A larva é branca e mede cerca de 4mm. Os ovos são rugosos, de formato alongado e também possuem coloração branca.

A infestação caracteriza-se pela presença de pó fino vindo do material infestado. As larvas alimentam-se da madeira, escavando galerias e causando danos irreparáveis ao material.

Ciclo de vida e reprodução

No bambu, cerca de 24 horas após o corte dos colmos, os insetos adultos perfuram-nos no sentido longitudinal a alguma fratura, abrindo galerias para a oviposição e posteriormente tapando-as com o próprio pó da madeira. A fêmea produz cerca de 5 ovos por dia, e eles são individualmente armazenados em galerias, eclodindo após 5 a 8 dias. Existem 4 estádios larvais, totalizando cerca de 6 semanas.

A pupação ocorre em uma câmara preparada pela própria larva. Após cerca de 4 dias, eclode o besouro adulto. D. minutus se reproduz durante o ano todo, totalizando de 4 a 7 gerações anuais. A fêmea vive, em média, 80 dias e os machos cerca de 130 dias.


Métodos de Controle dos Carunchos da Madeira

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Em geral esses métodos envolvem o tratamento por substâncias tóxicas que precisam entrar pelas fibras da madeira ou do bambu, em processos industriais. Caso o material não seja tratado, um bom acabamento de verniz e tinta também podem ser eficientes.

Não existem boas opções de controle biológico, mas de qualquer forma, o ácaro Acarophenax lacunatus parasita os ovos reduzindo consideravelmente as populações de D. minutus, podendo ser utilizado como forma de controle biológico.

Com relação ao controle físico, por ser um inseto de hábitos crepusculares, D. minutus não completou seu ciclo de vida em estudos realizados com fotoperíodos controlados, de forma que a presença de iluminação em estoques de lâminas de madeira é uma possível alternativa eficiente no controle dessa praga.


Métodos de Controle dos Carunchos de Grãos

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Além da eliminação dos insetos no local de armazenamento dos grãos, é de fundamental importância a prevenção de novas infestações, vindas de grãos recém colhidos, pois muitas das espécies descritas acima apresentam infestação cruzada. Uma forma de diminuir a reincidência de infestações seria a eliminação das condições favoráveis ao desenvolvimento do ciclo de vida dos carunchos, limitando, assim, sua reprodução.

A grande maioria das espécies de caruncho apresentadas desenvolve seu ciclo de vida em temperaturas e umidades elevadas. Essa umidade é fornecida principalmente pela umidade inicial dos grãos logo que chegam aos depósitos, e em menor escala pela umidade atmosférica.

A troca de umidade entre o ambiente e o grão, chamada de equilíbrio higroscópico, também é um aspecto importante. Dessa forma, o armazenamento deve manter a umidade dos grãos abaixo da que seria favorável a reprodução dos insetos (entre 10 e 11%), através da secagem dos grãos, ventilação fria, aeração e movimentação em massa dos grãos (transilagem).

A temperatura é outro fator que restringe a reprodução e sobrevivência dos carunchos. Muitos insetos morrem ou ficam inativos a temperaturas superiores a 38°C ou inferiores a 10°C. O tratamento com altas temperaturas (acima de 48°C), além exigir muito tempo e custo para que haja homogeneidade de temperatura entre os grãos, torna as sementes inviáveis. Dessa forma, o mais indicado seriam os tratamentos com baixas temperaturas.

Os animais utilizam oxigênio para sua respiração, liberando gás carbônico. Quando as concentrações de gás carbônico tornam-se muito elevadas e as de oxigênio tornam-se muito rarefeitas há comprometimento da respiração, podendo levar os animais à morte.

Partindo desse princípio, o armazenamento hermético de grãos é uma alternativa para o combate dos insetos que os infestam. Para isso, os silos de armazenamento devem ser construídos de forma a impossibilitar trocas gasosas entre seu interior e exterior, de forma que todo o oxigênio interno seja consumido pelos grãos, insetos e microorganismos que possam existir, e matando estes contaminantes.

A insuflação de gás carbônico ou nitrogênio nos espaços entre os grãos também é uma alternativa. Os carunchos também podem ser eliminados através de métodos químicos. Esses métodos devem ser complementares aos apresentados acima, de forma a eliminar infestações já presentes e impedir a instalação de novas infestações. As substâncias químicas são mecanismos de controle preventivo e não permanente.

Além disso, deve ser tomado muito cuidado no seu manuseio, pois a aplicação dos produtos envolve riscos de explosões e intoxicações, de forma que deve-se sempre contatar uma empresa ou profissional especializado. O emprego de substâncias químicas pode levar ao desenvolvimento de resistência pelos insetos, de forma que, após certo tempo, o produto pode se tornar ineficaz no controle dos insetos.

Além disso, outro problema desse tipo de produto é o seu efeito nocivo ao consumidor e ao ambiente. Dessa forma, uso de inseticidas sintéticos deve ser restrito apenas a casos estritamente necessários.

Cada vez mais têm sido realizadas pesquisas visando o desenvolvimento de produtos que ofereçam o menor risco possível a humanos e animais domésticos e que causem o mínimo de prejuízo ao meio ambiente, e resultados satisfatórios tem sido obtidos com o emprego de inseticidas obtidos a partir de vegetais.

Tais inseticidas já são empregados há um bom tempo, em alguns casos até mesmo antes dos inseticidas sintéticos, principalmente em países da região tropical.

Os inseticidas botânicos são de fácil obtenção e manuseio. São compostos muitas vezes de custo baixo e podem diminuir os problemas apresentados pelos produtos químicos. Podem ser utilizados como pós, extrato ou óleos. Atuam no controle de insetos através de toxicidade por contato, ingestão e fumigação, causando mortalidade e alterações no desenvolvimento dos insetos, repelência e diminuição da oviposição.

A composição química interfere na sua ação, e é influenciada pelo tipo de vegetal e qual parte dele será utilizado (folhas, flores, caules), por fatores ambientais (como estação do ano, condições ecológicas), e também pelos métodos e tempo de extração.

S. zeamais e S. oryzae

Os inseticidas mais indicados para o controle dessas duas espécies de caruncho são pirimiphos-methyl e fenitrothion. Alguns países utilizam pós derivados de plantas ou seus extratos para o combate a estes insetos. No sudeste da África o pó de tabaco é utilizado para controle de infestações de grãos de milho armazenados, uma vez que a nicotina é um forte inseticida natural.

No México são utilizadas as plantas Sambucus mexicana e Piper auritum para este mesmo fim, oferecendo proteção contra o caruncho do milho por um período de até quatro meses. No Brasil pequenos produtores colocam folhas de eucalipto entre as camadas de espiga de milho, como forma de combate ao caruncho.

Pesquisas demonstram que folhas do eucalipto Eucalyptus citriodora possuem grande repelência ao caruncho do milho S. zeamais, e que folhas, flores e frutos da erva-de-santa-maria Chenopodium ambrosioides possuem grande atividade inseticida, matando os insetos presentes no milho e impedindo a emergência de novos adultos de S. zeamais, sendo que este último efeito também foi obtido com óleos de palma, Elaeis guineensis.

Os óleos extraídos de Cocos nucifera, do amendoim Arachis hypogaea e da soja Glycine max causaram mortalidade em adultos do caruncho do milho S. zeamais.

Para adultos do caruncho S. oryzae, foi obtida ação fumigante com a utilização de óleos essenciais de eucaliptos (Eucalyptus intertexta, Eucalyptus sargentii e Eucalyptus camaldulensis). O grão de cevada emite uma mistura de substâncias voláteis, por exemplo o ácido propiônico, que, aplicado em pequenas quantidades, possui efeito repelente sobre Sitophilus oryzae.

Z. subfasciatus, A. obtectus e C. maculatus

Métodos alternativos de combate aos carunchos do feijão tem sido testados e pesquisados. O caruncho A. obtectus apresentou redução de população quando misturou-se os grãos do feijão caupi com calcário. O pó à base de terra de algas diatomáceas também se mostrou eficaz no controle de A. obtectus, pois se adere à cutícula dos insetos causando minúsculas ranhuras, culminando com a desidratação e morte do animal.

O tratamento com este pó de diatomácea é muito interessante, pois se trata de um agente letal de ação física e não promove resistência em insetos.

O caruncho Z. subfasciatus foi repelido quando exposto a óleos de semente de nim (Azadirachta indica), e seu número de ovos postos e de adultos emergentes em infestações foi reduzido quando os grãos de feijão foram tratados com óleo de soja (Glycine max).

O óleo de nim pode impedir o processo de muda (troca de exoesqueleto) dos insetos, e afeta seu ciclo de vida, e postura e viabilidade dos ovos. Este óleo apresenta efeitos de controle tanto para Z. subfasciatus quanto para C. maculatus.

Estudos mostram que a aplicação de extratos de Calopogonium caeruleum e Piper nigrum, diretamente sobre as sementes de feijão caupi foram eficientes ovicidas no controle ao C. maculatus. Óleos extraídos de folhas de jaborandi também apresentaram bons resultados redução no número de ovos postos e de adultos emergentes.


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