Laudo de Limpeza e Desinfecção de Caixas de Água

Laudo de Limpeza e Desinfecção de Caixas de Água
Dedetização

O Laudo de Limpeza e Desinfecção de Caixas de Água em Porto Alegre tem o intuito de verificar o nível de segurança oferecido pelo reservatório de água após a limpeza e desinfecção, conforme requisitos estabelecidos pela CVS 06 que maximizam a segurança para os usuários da água, buscando evitar a transmissão de doenças de veiculação hídrica e assegurar a qualidade da água. Será emitido Documento Técnico por Profissionais Legalmente Habilitados Perito e Engenheiro de Segurança do Trabalho com ART.

O que é abordado na CVS 06?

O comunicado do Centro de Vigilância Sanitária CVS 06 estabelece os requisitos para limpeza e desinfecção de caixas d’água de maneira periódica, ou em caso de caráter necessário, para maximizar a pureza da água armazenada e evitar o desenvolvimento de doenças por parte dos usuários do sistema hídrico, em caso de contaminação da água.

Referências Normativas quando for o caso aos dispositivos aplicáveis e suas atualizações:

ABNT NBR 14800 – Reservatório com corpo em polietileno, com tampa em polietileno ou em polipropileno, para água potável de volume nominal até 3 000 L (inclusive) – Transporte, manuseio, instalação, operação, manutenção e limpeza;
ABNT NBR 13194 – Reservatório de fibrocimento para água potável – Estocagem, montagem e manutenção;
ABNT NBR 5649 – Reservatório de fibrocimento para água potável – Requisitos;
ABNT NBR 14799 – Reservatório com corpo em polietileno, com tampa em polietileno ou em polipropileno, para água potável de volume nominal até 3 000 L (inclusive) – Requisitos e métodos de ensaio;
ISO 10015 – Gestão da qualidade – Diretrizes para treinamento;
ISO 45001 – Sistemas de gestão de saúde e segurança ocupacional – Requisitos com orientação para uso;
ISO 56002 – Innovation management — Innovation management system.

Laudo de Limpeza e Desinfecção de Caixas de Água

Validade das Inspeções: ANUAL exceto se ocorrer quaisquer das seguintes situações:

a) mudança nos procedimentos, finalidades, condições ou operações de trabalho;
b) evento que indique a necessidade de nova Inspeção;
c) mudança de empresa;
d) troca de máquina ou equipamento.

Será emitido Documento Técnico por Profissionais Legalmente Habilitados Perito e Engenheiro de Segurança do Trabalho com ART. Os Equipamentos utilizados possuem Atestado de Aferição vigente e demais equipamentos são analógicos.


Limpeza de Caixa de Água Porto Alegre

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE COORDENADORIA GERAL DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE

NORMA TÉCNICA 2/07

Esta Norma dispõe sobre a Regulamentação e Controle das Condições Sanitárias de Reservatórios de Água Potável de Prédios e Habitações Coletivas.

1. Dos Objetivos

1.1 Regulamentar as obrigações do responsável do sistema de abastecimento interno de água potável de prédios e habitações coletivas;
1.1.1 Considera-se responsável: síndico, proprietário ou pessoa jurídica que administra prédios e habitações coletivas;
1.2 Regulamentar os dispositivos construtivos e de segurança para a reservação da água de consumo humano;
1.3 Cadastrar e regulamentar as firmas que executam limpeza e desinfecção bacteriológica em reservatórios de água potável de prédios e habitações coletivas;
1.4 Regulamentar os procedimentos técnicos operativos quanto à limpeza, vedação e desinfecção de reservatórios de água potável de prédios e habitações coletivas;

2. Dos Dispositivos Construtivos

2.1 Os reservatórios de água potável de prédios e habitações coletivas, construídos ou préfabricados devem, obrigatoriamente, atender as exigências do Código de Instalações Prediais do DMAE – Departamento Municipal de Água e Esgoto e NBR 5626/98 de Instalação Predial de Água Fria da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

3. Da Segurança Sanitária

3.1 A segurança sanitária do sistema de abastecimento interno de água potável de prédios e habitações coletivas, bem como dos reservatórios de água potável, é de competência do responsável (síndico, proprietário ou administrador);
3.2 Os reservatórios devem ser conservados sempre fechados e inspecionados a cada seis meses, observando-se:
3.2.1 as condições adequadas de vedação do reservatório ou a necessidade de impermeabilização devido a infiltrações e/ou vazamentos;
3.2.2 as condições da tampa de vedação da abertura de inspeção;
3.2.3 a tampa de vedação da abertura de inspeção com anel de borracha, ajustando-se perfeitamente à mesma;
3.2.4 o tubo de ventilação, em forma de cachimbo, com tela milimétrica; 3.2.5 o tubo extravasor, com tela milimétrica;
3.3 A parte superior dos reservatórios de água potável de prédios e habitações coletivas devem ser conservadas sempre limpas, não podendo, sob hipótese alguma, servir de depósito; 3.4 É proibida a instalação de antenas de TV, parabólicas, telefonia e rádio transmissão ou similares sobre a parte superior dos reservatórios de água potável;
3.4.1 Nos locais onde as antenas já encontravam-se fixadas anteriormente a essa Norma, fica a critério da autoridade sanitária a sua permanência ou remoção, a depender do risco associado;
3.5 No caso de existir um compartimento específico para o reservatório inferior, este local também deverá estar limpo, isento de animais ou objetos que possam contribuir para a contaminação da água. Isto também serve para os reservatórios superiores de água, localizados no sótão de prédios e habitações coletivas;
3.6 Os reservatórios de água potável, inferior e/ou superior, devem ter fácil acesso, de forma a garantir sua efetiva operação, manutenção e fiscalização;
3.7 A limpeza e desinfecção bacteriológica dos reservatórios de água potável somente poderá ser efetuada por firmas cadastradas na Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde desta Secretaria Municipal de Saúde;
3.7.1 A impermeabilização de reservatórios de água potável de prédios e habitações coletivas deverá ser executada por empresa com responsável técnico devidamente registrado no CREA;
3.8 A limpeza e desinfecção bacteriológica dos reservatórios de água potável devem ser feitas anualmente ou a critério da autoridade sanitária, na dependência do risco sanitário associado;
3.8.1 Considera-se como exceção os hospitais e unidades de saúde, cuja periodicidade deve ser semestral;
3.9 O responsável pelo do sistema de abastecimento interno de água potável de prédios e habitações coletivas deverá verificar sempre se a empresa contratada possui Alvará de Saúde, sendo considerada infração sanitária a contratação de empresas não habilitadas, conforme Lei 6437/77;
3.10 O certificado de limpeza e desinfecção bacteriológico fornecido pela firma contratada, deve ser confeccionado de acordo com modelo apresentado no Anexo 02 devendo ser fixado em local visível a todos os condôminos.

4. Do Cadastramento e Regulamentação das Empresas

4.1 Cadastramento
4.1.1 As firmas que executam os serviços de limpeza, desinfecção bacteriológica e vedação de reservatórios de água potável, neste município, devem requer alvará de sáude, específico para este fim, antes do início de suas atividades;
4.1.2 A validade do Alvará de Saúde concedido é de um (01) ano;
4.1.3 Para renovação do Alvará de Saúde, a firma não poderá possuir multa nesta CGVS/SMS;
4.1.4 Para o cadastramento das firmas na CGVS são necessários os seguintes documentos:
a- requerimento da solicitação de alvará;
b- CNPJ e cópia do contrato social da firma;
c-cópia autenticada da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, do responsável técnico, devidamente habilitado;
d- cópia autenticada do documento de identidade profissional do responsável técnico (CRQ, CRF, CRB ou CREA);
e- cópia autenticada do alvará de localização expedido pela SMIC;
f- memorial descritivo do processo de limpeza, vedação e desinfecção bacteriológica; g- descrição das instalações físicas, de armazenamento dos produtos de desinfecção e dos EPI´s usados pelos seus funcionários;
4.1.5 Os profissionais Biólogos, desde que habilitados com ART pelo Conselho Profissional respectivo, nos termos da Resolução 03/06/CRBio, poderão figurar como Responsáveis Técnicos de empresas que realizam, exclusivamente, a limpeza e desinfecção bacteriológica em reservatórios de água potável.
4.1.6 Ainda que a empresa tenha sua sede em outro Município e lá possua Alvará de Saúde, deverá requerer uma licença para exercer suas atividades em Porto Alegre, devendo apresentar os documentos descritos no item anterior para obter autorização da CGVS para tal.
4.2 Regulamentação
4.2.1 As firmas cadastradas para efetuarem limpeza e desinfecção bacteriológica em reservatórios de água potável de prédios e habitações coletivas devem atender as seguintes exigências quanto a área física:
a) alvará de localização compatível com a atividade solicitada na CGVS;
b) piso liso, lavável e impermeável;
c) ventilação natural sendo que os produtos de desinfecção não podem receber luz direta;
d) o local de armazenamento dos produtos, materiais e utensílios de desinfecção não poderá dividir espaço com outras atividades;
4.2.2 As firmas cadastradas devem obedecer as seguintes etapas na inspeção e avaliação de reservatórios de água em prédios e habitações coletivas:
a) antes do processo de limpeza e desinfecção bacteriológica em reservatórios de água potável, o responsável pela firma contratada deverá realizar uma inspeção nos reservatórios do prédio, para se assegurar das condições de vedação, das tubulações de ventilação e extravasão e da estrutura do reservatório;
b) emitir Laudo de Inspeção ao responsável do prédio, em duas vias, devidamente assinado entre as partes – contratante e contratado; o laudo deve ser confeccionado conforme modelo do anexo 01 e ser assinado pelo responsável técnico da firma;
c) o certificado de limpeza e desinfecção bacteriológica deve ser assinado, somente, pelo responsável técnico da firma, conforme modelo do anexo 02. Não será permitido, sob hipótese alguma, a emissão de cópia desse certificado.

5. Do Processo de Limpeza e Desinfecção Bacteriológica As firmas cadastradas nesta CGVS/SMS devem adotar o seguinte procedimento na limpeza e desinfecção bacteriológica de reservatório de água potável:

5.1.1 comunicar aos moradores do prédio sobre a limpeza dos reservatórios 24 (vinte e quatro) horas antes dessa ser realizada;
5.1.2 fechar o registro que controla a entrada de água proveniente da rede pública de abastecimento e esvaziar o reservatório;
5.1.3 remover o material sedimentado no fundo;
5.1.4 escovar a superfície interna com água clorada (solução de 100 mg de cloro por litro de água, na base de 2 (dois) litros por metro quadrado de superfície, usando escova de nylon;
5.1.5 remover o produto da escovação mediante lavagem final;
5.1.6 encher o reservatório com água clorada (concentração de 50 mg de cloro por litro de água), com tempo de contato mínimo de 4 (quatro) horas; as tampas devem ser vedadas e os extravasores e tubos de ventilação devem ser telados;
5.1.7 esvaziar o reservatório através das torneiras do prédio, uma vez decorrido o tempo de contato – após, passar ao uso normal da água.

6. Da Higiene e Segurança do Trabalho

6.1 As pessoas, que executam limpeza em reservatórios de água potável, deverão estar convenientemente vestidas com identificação da firma e portar equipamentos de proteção individual (EPIs), conforme normas e padrões oficiais vigentes, tais como botas de borracha na cor branca (de utilização exclusiva para o interior do reservatório), luvas de borracha e macacão.

7. Das Disposições Finais

7.1 As firmas cadastradas, nesta CGVS/SMS para limpeza e desinfecção bacteriológica em reservatórios de água potável, somente poderão prestar os seus serviços e emitir certificado quando garantirem o disposto nesta norma.


Limpeza de Caixa de Água Porto Alegre

Lei Municipal de Caixas D’Água

DECRETO Nº 11.542

Regulamenta a Lei Complementar nº 257, de 28 de novembro de 1991, dispondo sobre a obrigatoriedade de limpeza e desinfecção de reservatórios de água potável e dá outras providências.

O PREFEITO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 94, inciso II, da Lei Orgânica do Município,

DECRETA:

Art. 1º – A fiscalização da limpeza e desinfecção bacteriológica de reservatórios de água potável será exercida pela Secretaria Municipal de Saúde, segundo as normas técnicas vigentes.

Art. 2º – A aplicação das penalidades previstas no art. 2º da Lei Complementar nº 257, de 28 de novembro de 1991, obedecerá o procedimento administrativo regido pela Lei Complementar nº 12, de 07 de janeiro de 1975.

Parágrafo único – As multas serão fixadas em Unidade de Referência Fiscal (UFIR).

Art. 3º – Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação.

Art. 4º – Revogam-se as disposições em contrário.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE, 16 de julho de 1996.


Limpeza de Caixa de Água Porto Alegre

PROCEDIMENTO PARA LIMPEZA E SANITIZAÇÃO DE RESERVATÓRIO DE ÁGUA POTÁVEL

1. Objetivo:

Definir procedimento para limpeza e sanitização de reservatório de água potável.

2. Definições:

Agua sanitária: soluções aquosas a base de hipoclorito de sódio ou cálcio com teor ativo entre 2,0% a 2,5%, durante o prazo de validade (máximo de seis meses)
Ppm: significa partes por milhão e corresponde a “mg/L”. Por exemplo: 200 ppm corresponde a 200mg/L.

3. Procedimento

A limpeza e sanitização da caixa d’água deve ser realizada a cada 06 meses ou em um intervalo menor conforme a qualidade da água de abastecimento.

3.1. Programar o dia da limpeza e sanitização, dando preferência para o fim de semana, onde o consumo de água é menor.

3.2. Fechar o registro geral ou prender a bóia de entrada de água na caixa.

3.3. Esvaziar a caixa d’água deixando restar apenas cerca de um palmo de água no reservatório para fazer a lavagem.

3.3.1. Armazenar a água retirada para usar enquanto estiver fazendo a limpeza, evitando desperdício. Pode-se utilizá-la também para limpeza de banheiros, pisos, etc.

3.4. Tampar a saída da água com um pano para que a sujeira no desça pelo cano.

3.5. Lavar as paredes e o fundo da caixa com escova de nylon (caso a caixa possua uma superfície lisa somente é necessário passar um pano). Nunca usar sabão detergente ou outro produto. Evitar o uso de escova de aço.

3.6. Retirar a água da lavagem com um balde e a sujeira com uma pá de plástico. Secar o fundo com panos limpos e evitar passá-los nas paredes.

3.7. Ainda com a saída de água da caixa fechada, utilizar 5 litros da água do balde reservada para preparar a solução sanitizante com cloro. ·

Para manipular produtos liberadores de cloro ativo é necessário a utilização de luvas.
3.8. Calcular a quantidade do composto liberador de cloro a ser adicionado.

Recomenda-se usar 200 ppm de cloro (0,02% de cloro ativo).
Verificar no rótulo do composto liberador de cloro escolhido, a porcentagem de cloro ativo e fazer a conversão.

SUGESTÃO DE PROCEDIMENTO PARA LIMPEZA E SANITIZAÇÃO DA CAIXA D’ÁGUA

Ver cálculos no anexo I

3.9. Despejar a solução dentro da caixa d’água, aguardar 30 minutos e umedecer as paredes da caixa com esta mistura utilizando um pano, uma esponja ou uma caneca plástica.

3.10. Esperar mais 2 horas e a sanitização estará realizada.

3.11. Após as 2 horas, ainda com a bóia amarrada ou o registro fechado, abrir a saída da caixa para esvaziá-la.

3.12. Abrir todas as torneiras e acionar as descargas para desinfetar todas as tubulações.

3.13. Tampar adequadamente a caixa para que não entrem pequenos animais, aves ou sujeiras.

3.14. Anotar do lado de fora da caixa a data da limpeza.

3.15. Abrir a entrada de água e deixar a caixa encher.


Limpeza de Caixa de Água Porto Alegre

Escopo do Serviço: Laudo de Limpeza e Desinfecção de Caixas de Água

Limpeza e Desinfecção de Caixas de Água

Checagem da caixa d’agua;
Técnicas de desinfecção Aplicadas;
Composição das paredes e a tampa do reservatório;
Produtos de limpeza;
Requisitos para limpeza de caixa d’água;
Suspeita ou confirmação de poluição da água do reservatório;
Periodicamente como medida preventiva;
Intervalo entre as lavagens;
Aspectos importantes para a proteção sanitária;
Uso de Desinfetante;
Desinfeção do reservatório;
Produtos químicos para limpeza;
Escovas de aço e sabão;
Documentação referente;
Histórico de laudos de conformidade;
Validade das vistorias, laudos, prontuários;
Procedimentos Ocupacionais;
Aptidão dos profissionais;
Checagem dos itens de segurança;
Avaliação qualitativa;
Avaliação quantitativa;
Registro fotográfico;
Registro de Evidências;
Conclusão do PLH;
Proposta de melhorias corretivas;
Emissão da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica);

Nota: Este Documento atende exclusivamente as exigências da Secretária de Inspeção do Trabalho (SIT); quando se tratar de atendimento a outros Órgãos, informe no ato da solicitação.


Limpeza de Caixas D’água Porto Alegre

Saiba Mais: Laudo de Limpeza e Desinfecção de Caixas de Água

Comunicado CVS 06

Ao limpar a caixa d’água, adote os seguintes procedimentos de limpeza:

a) Feche o registro de entrada da água na edificação ou gire (ou amarre) a bóia, instalada no interior do reservatório, para interromper o fluxo de entrada de água;

b) Faça uso rotineiro da água contida no reservatório, até que reste na caixa aproximadamente 10 centímetros de nível d’água, que será utilizada no processo de limpeza;

– Se entender mais prático, deixe esvaziar completamente a caixa, abrindo em seguida o registro, ou girando a bóia, até que a caixa acumule novamente cerca de 10 centímetros de água;

– Se considerar necessário, reserve alguns vasilhames ou baldes de água próximo aos locais de uso, para eventuais necessidades mais urgentes, enquanto se efetua a limpeza e higienização, tomando sempre o cuidado de esvaziá-los ao final dos procedimentos, de modo a não permitir ambientes propícios à criadouros do mosquito Aedes aegypti;

c) Tampe a saída de fundo da caixa com pano limpo ou outro material adequado, de modo a evitar a descida de sujidades, durante a lavagem, para a rede de distribuição predial;

d) Esfregue as paredes da caixa apenas com escova de fibra vegetal ou bucha de fio de plástico macio para remover mecanicamente as sujidades, evitando o uso de sabão, detergentes ou quaisquer outros produtos químicos;

e) Remova a água suja da pré-limpeza com balde, caneco e pano, retirando todo líquido e sujidades da caixa água. Não esgote esta água suja pelo fundo da caixa, pois poderá contaminar as tubulações prediais;

f) Mantenha a saída de fundo do reservatório tampado e deixe entrar novamente água até um nível de 10 centímetros.

3.2 Higienização

Nesta etapa é necessário o uso de produto químico desinfetante, geralmente cloro (hipoclorito de sódio). O produto mais indicado e seguro, por ser facilmente encontrado no comércio e largamente usado na limpeza domiciliar, é a água sanitária, que contém cloro numa concentração de 2,5%.

Atente que produtos à base de cloro requerem cuidado no manuseio, pois o cloro é substância corrosiva e irritante, podendo causar queimaduras e outros problemas à saúde se ingerido, inalado ou em contato direto com a pele. Portanto, tenha cuidado com o produto, mantenha afastadas crianças e animais domésticos, seja criterioso na dosagem das misturas e se proteja, ao menos, com luvas e botas ao manuseá-lo.

Ao limpar a caixa d’água adote os seguintes procedimentos de higienização:

a) Adicione à água limpa acumulada na caixa (no nível de 10 centímetros) água sanitária na proporção de um litro para cada mil litros de água retida no reservatório. Atente que o volume retido de água na caixa é variável, depende de suas dimensões e formato geométrico. A estimativa do volume de água retido no nível de 10 centímetros pode feita com base na cálculo abaixo:

Se a caixa d’água tiver, por exemplo, dimensões retangulares, com fundo de 80 centímetros de largura e 150 centímetros de comprimento, o cálculo será: 0,80 (largura) x 1,50 (comprimento) x 0,10 (nível da água) = 0,12 metros cúbicos, ou 120 litros. Para atingir concentração de 1 para 1000, deve-se, neste caso, adicionar 0,12 litros de água sanitária, ou cerca de meio copo. No caso de caixas d’água com formato de base circular o cálculo é diferente. Para um reservatório com fundo circular de, por exemplo, diâmetro de um metro o cálculo é: 0,50 (raio) x 3,14 x 0,10 (nível da água) = 0,088 metros cúbico, ou 88 litros. Neste caso, a desinfecção requer a adição de pouco mais de 1/3 de copo de água sanitária.

b) Após adicionar água sanitária na proporção adequada, agite bem a água para homogeneizar a mistura. Com as mãos devidamente protegidas por luva, assim como os pés por bota de borracha, umedeça as paredes da caixa d’água com a solução de água sanitária e água, utilizando brocha ou pano. Repita a operação mais três vezes, em intervalos de meia hora;

c) Desobstrua a saída de fundo da caixa d’água, esvaziando totalmente o reservatório, e abra torneiras da edificação para eliminar essa água e também desinfetar a rede interna;

d) Destrave a bóia ou abra o registro do cavalete;

e) Enxágue as paredes laterais da caixa com a água que está entrando no reservatório;

f) Após escoar pela rede interna a concentração com água sanitária, feche as torneiras, tampe a caixa, e faça uso normal da água;

g) lembre-se de limpar também a parte interna da tampa antes de fechar a caixa d’água;

h) Registre a data da limpeza em sua agenda ou na parede externa de própria caixa d’água, de modo a repetir o procedimento em intervalos semestrais.