Morcego – Artibeus lituratus

Morcego – Artibeus lituratus
Dedetização

Muitas pessoas consideram os morcegos extremamente perigosos e desagradáveis. Existem muitas crenças a respeito dos morcegos como, por ex., que eles são vampiros, gostam de se enrolar nos cabelos das mulheres ou, ainda, são ratos velhos que criaram asas.

Muito deste temor está associado ao pouco conhecimento sobre estes pequenos mamíferos. Na verdade os morcegos exercem uma importante função ecológica na dispersão e polinização de plantas, controle de insetos e de pequenos vertebrados e mesmo na cura de cardiopatias.

A presença de morcegos não hematófagos em áreas urbanas vem sendo amplamente discutida por técnicos, acredita-se que devido à degradação do meio ambiente pelo homem estes animais vem se adaptando em centros urbanos causando incômodos para a população e risco de acidentes.

São os únicos mamíferos com capacidade de vôo, devido à transformação de seus braços em asa. Pertencem à Ordem Chiroptera, palavra que significa Mão (chiro), transformada em Asa (ptera). Os morcegos são bastante versáteis na exploração de alimentos, podendo explorar uma grande variedade de tipos como: frutos, insetos, néctar, pólen, pequenos peixes, pequenos mamíferos (roedores e morcegos) e sangue representando assim tipos de dieta.
A dieta se divide em sete tipos:

Insentívoros: Se alimentam de insetos, CONTROLANDO A POPULAÇÃO DE INSETOS NOTURNOS.

Frugívoros: comem frutos e eliminam sementes, distribuindo estas sementes no ambiente.

Nectarívoros: Se alimentamdo néctar das flores, distribuindo o pólen de uma flor para outra, realizando a polinização e desta forma garantindo a variabilidade genética;

Carnívoros: comem ratos, lagartixas, pássaros, rãs etc, controlando o crescimento populacional destes indivíduos;

Dedetização

• Inspeção é o primeiro passo, nesta deve-se avaliar o grau, tipo e local de infestação.
• Como os morcegos não podem ser mortos, o controle é de apenas repelência, isto é, deve-se afastar e não matar.
• Essa repelência pode ser feita por métodos físicos ou químicos.
• Os métodos químicos visa em aplicar um gel repelente, esse gel é tóxico para os morcegos.
• Os métodos físicos visa em colocar barreiras físicas, impedindo o pouso dos morcegos.

Cuidados

Morcegos podem transmitir doenças, como raiva, histoplasmose e salmonelose, e embora não ocorra com freqüência, sempre existe risco. De acordo com o Instituto Biológico, com exceção dos morcegos hematófagos (morcegos “vampiros” ), as outras espécies, mesmo quando raivosas, não costumam morder. Agora, quando se trata de morcegos hematófagos, o risco de transmissão de raiva é maior.

Os morcegos abandonam o refúgio pouco antes, durante ou logo após o crepúsculo para obter os insetos que se alimentam. Com apenas 70 a 90 minutos eles capturam grande quantidade de insetos, que são fragmentados com os dentes ainda durante o vôo e as partes comestíveis estocadas nas bochechas.

Aos retornarem ao refúgio é que ingerem o alimento. Os morcegos sairão novamente, se necessário, logo antes do amanhecer para capturar mais insetos. Grande quantidade de fezes é acumulada no seu refúgio, e podem cair no interior da residência pelas frestas do forro.

Prevenção

São muitas as razões para preservar os morcegos :

• São grandes controladores de insetos. Algumas espécies ingerem 200 ou mais insetos em apenas uma hora de vôo.
• São responsáveis pela formação de florestas. Ao ingerir um fruto, um morcego deixa cair as sementes distante do local original, onde nascerá nova árvore. Mais de 500 pequenas sementes podem ser transportadas por um único morcego a cada noite.
• Ajudam na reprodução de mais de 500 espécies de plantas, visitando as flores, como fazem, de dia, os beija-flores, transportando o pólen de flor em flor.
• Há morcegos que se alimentam de pequenos animais, incluindo os roedores, que tanto prejuízo trazem à agricultura.
• São largamente utilizados em pesquisas, incluindo a ação de medicamentos que, no futuro, serão empregados em benefício do homem.
• As fezes de morcegos constituem excelente adubo que são largamente explorados, até no desenvolvimento de adubos sintéticos